Conselho Consultivo de Mulheres na Tecnologia

Mulheres são maioria no Brasil, tem maior grau de instrução formal, mas formam apenas 30% dos pesquisadores nas áreas de ciências e matemática. Segundo dados do IBGE, somente 20% das profissionais de TI são mulheres no Brasil e o pior: elas ganham em média 34% menos do que eles.

Em 2018 a ONU Mulheres apontou que apenas 17% dos programadores no mundo eram do sexo feminino. Em 2019, o programa YouthSpark, da Microsoft, apontou que, no Brasil, somente 18% dos graduados em ciência da computação e 25% dos empregados em áreas técnicas de tecnologia da informação eram mulheres. E não é que elas não tenham interesse nesse mercado: de acordo com a Associação Telecentro de Informação e Negócio (ATN), 36.300 mulheres formadas na área buscavam colocação no mercado em 2019. Além das cadeiras das universidades, o espaço da mulher em carreiras de STEM ( Science, Technology, Engineering and Mathematics)  também parece ser desincentivado em casa, desde a infância.

Uma pesquisa realizada pela Microsoft mostrou que as mulheres tendem a se considerar menos aptas para as carreiras de exatas conforme crescem. As meninas costumam se interessar por tecnologia e exatas, em geral, aos 11 anos, mas aos 15 elas começam a desistir.

As razões, segundo a pesquisa, são: ausência de modelos femininos na área; falta de confiança na equidade entre homens e mulheres para exatas e a ausência de contato com cálculo e programação antes da faculdade.

Pesquisa da Assespro Alagoas em 2018 mostrou que nas empresas de TICs de Alagoas as mulheres são apenas 33% do contingente e que ganham em média 17% a menos que os homens, porém em atividades como Analista de Sistemas, as mulheres ganham em média 37% menos que os homens. Quanto a ocupação de algumas atividades do setor, as mulheres são minoria em Alagoas:

  • Administração de Redes: 13%
  • Suporte de Informática: 15%
  • Administração em Banco de Dados: 20%
  • Programador(a) Internet: 7%
  • Desenvolvedor(a) de Software: 11%

Criação do Conselho Consultivo de Mulheres em Tecnologia

Entendendo esse cenário a Assespro Alagoas em conjunto com a  Startup Associada Mulheres Conectadas cria o Conselho Consultivo de Mulheres em Tecnologia. Uma iniciativa inédita que visa aproximar essa pauta das suas empresas afiliadas e da sociedade.

O principal objetivo do conselho é incentivar a participação das mulheres no setor promovendo debates, eventos e outras ações que garantam maior inclusão de mulheres na tecnologia e promovam igualdade entre gêneros.

O primeiro passo é o conhecimento do cenário, mas a ação também se dará apoiando os programas de diversidade nas empresas de base tecnológicas no estado.

Aumentar a inserção das mulheres em carreiras STEM, estimular atividades computacionais (além do coding) para mulheres em outras áreas (alfabetização digital), desmistificar o uso de novas tecnologias digitais, e também sendo a ponte entre os Conselhos e as novas conselheiras que virão através desse esforço.

Objetivos

1. Divulgar e apoiar as pautas de diversidade e inclusão de gênero nas empresas de base tecnológica do Estado de Alagoas;
2. Incentivar as Associações de todos os estados a discutir e atuar sobre a pauta de igualdade de gênero;
3. Apoiar e conectar as empresas de tecnologia aos programas de formação de mulheres na área da tecnologia;
4. Desenvolver ações específicas de formação de mulheres e meninas, para área de tecnologia e inovação;
5. Apoiar e conectar as empresas de tecnologia a conselheiras aptas a participar de seus conselhos;
6. Apoiar e conectar conselheiras nas oportunidades em empresas de tecnologia;
7. Fazer conexão com grupos e entidades ligadas à causa de inclusão de gênero para fortalecer o tema dentro da Assespro AL;
8. Representar a Assespro Alagoas em fóruns e eventos nacionais relativos ao tema.

Composição do Conselho