Criado o Fórum de Competitividade de TI
A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro), a Federação Nacional das Empresas de Serviços Técnicos de Informática e Similares (Fenainfo), a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM), a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e a Associação dos Usuários de Informática e Telecomunicações (Sucesu) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) lançaram nesta quarta-feira (1/10), às 15h, em Brasília, o Fórum de Competitividade de Serviços de Tecnologia da Informação e Software. O evento, que foi presidido pelo ministro Miguel Jorge, teve como objetivo a discussão das ações da Política Desenvolvimento Produtivo (PDP) para o aumento da competitividade do setor de tecnologia da informação.

Além dos presidentes das entidades representantes do setor de software e serviços de TI, participaram do evento membros de outros ministérios, como por exemplo, Ciência e Tecnologia e Trabalho e Emprego, além de representantes da área acadêmica e dos trabalhadores.

O objetivo é reunir as iniciativas privada e pública para debater as perspectivas do setor de tecnologia e garantir a qualidade e a certificação dos softwares nas companhias. De acordo com as associações, serão criados cinco grupos de trabalho que atuarão nas seguintes frentes: Exportação e Internacionalização de Empresas; Marco Regulatório; Formação de Recursos Humanos; Inovação e Apoio às Pequenas e Médias Empresas; e Acesso à Capital.

“As entidades do setor, unidas em torno do Fórum, comemoram a iniciativa. O mercado brasileiro de TI está extremamente profissionalizado, com grande representatividade para a economia. É necessário garantir políticas que impulsionem seu crescimento contínuo”, explica o presidente da ABES, José Curcelli.

Para Arnaldo Bacha de Almeida, vice-presidente executivo da SOFTEX, "este momento pode ser um marco para a indústria de software e serviços. Temos uma grande expectativa que, se concretizada, poderá trazer para nosso setor uma real mudança de patamar". Para

Na opinião do presidente da Assespro-SP, Roberto Carlos Mayer, o mercado de TI deve ser observado como uma cadeia produtiva, apesar de apresentar características díspares da indústria tradicional. “Com o Fórum de Competitividade podemos elevar concorrência do mercado brasileiro perante o mercado mundial, fortalecer as ações de geração de emprego, aumentar as exportações e ampliar a capacidade tecnológica das empresas do País”, afirma.

Segundo Antônio Gil, presidente da Brasscom, o Fórum é essencial para reunir esforços no sentido de desenvolver ainda mais o mercado brasileiro de software e serviços de TI, promover a excelência do setor e seu potencial de inovação e coordenar ações para ampliar as exportações brasileiras de TI. A iniciativa faz parte dos trabalhos para implementar a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada pelo governo federal em 12 de maio. “O desafio relacionado pela PDP é grande, pois fixa a meta de elevar as vendas externas de software e serviços de TI para US$ 5 bilhões até 2011.

O secretário de Tecnologia Industrial, Francelino Grando, ressaltou que o Fórum é um importante espaço de articulação para o fortalecimento do setor de tecnologia brasileiro. “O Fórum é um passo que reforça a formulação de políticas públicas para o desenvolvimento da área de serviços de TI e software”.

Para 2010, a meta do setor é ampliar as exportações para US$ 3,5 bilhões e gerar 100 mil novos empregos formais. Ainda para serviços de TI, está prevista a consolidação de tecnologia nacional com faturamento superior a R$ 1 bilhão.

A instalação desse Fórum contou ainda com a presença do secretário-executivo, Ivan Ramalho, dos secretários de Desenvolvimento da Produção, Armando Meziat, de Comércio e Serviços, Edson Lupatini Junior, do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri, além de representantes da iniciativa privada.

Setor
Em 2007, o mercado brasileiro de software e serviços ocupou a 12ª posição no mercado mundial, movimentando aproximadamente US$ 11,1 bilhões. Ao todo, foram movimentados US$ 4,19 bilhões em software e US$ 6,9 bilhões em serviços relacionados. Além disso, programas para computador desenvolvidos no Brasil atingiu 33,6% do total do mercado interno de software.  Atualmente o setor conta com 7.937 empresas para desenvolvimento, produção e distribuição de software e de prestação de serviços.

PDP
Para conferir uma maior dinâmica ao desempenho da economia, a PDP se baseia num conjunto de quatro macrometas, a serem alcançadas até 2010. O objetivo dessas metas é acelerar o investimento fixo; estimular a inovação; ampliar a inserção internacional do Brasil e aumentar o número de micro e pequenas empresas exportadoras.