• DataAlagoas, 29 de Junho de 2016
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XV Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software em Maceió

22 de Junho de 2016 às 10:27
Assessoria Assespro AL
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Divulgação Zoom

 O SBQS é um evento anual da Comissão Especial de Engenharia de Software da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), apoiado pelo Comitê do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade em Software (PBQP-SW) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O evento tem como objetivo reunir pesquisadores, profissionais, empresários, professores e estudantes de diversas áreas, interessados em questões relativas à qualidade de software. O Simpósio também fomenta o intercâmbio de informações entre pesquisadores nacionais e estrangeiros de renome, e entre indústria e usuários, sobre o estado atual e tendências, em termos de métodos, técnicas, modelos, ferramentas de software e experiências práticas da área de Qualidade de Software. O evento consiste de palestrantes convidados (keynotes), sessões técnicas (trilhas de Trabalhos Técnicos e de Relatos de Experiência), tutoriais, workshops de dissertações e de teses e outros eventos satélites.

O Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software (SBQS) é o principal fórum brasileiro dedicado exclusivamente a Qualidade de Software. Ao longo do tempo, a comunidade científica e de prática proporcionou a criação de métodos, técnicas, paradigmas, ambientes e ferramentas de desenvolvimento, modelos de ciclo de vida, modelos de maturidade, melhores práticas, dentre outros, que largamente impactaram a forma como se faz a Engenharia de Software. A qualidade de software se manifesta em duas vertentes complementares e dependentes: Qualidade de Processo e Qualidade de Produto. Com a grande dependência atual em software e serviços agregados, a pesquisa em qualidade de software e sua aplicação em produtos e serviços é tanto uma necessidade quanto um diferencial para prover valor às organizações e a seus negócios.

O XV Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software (SBQS 2016) será realizado em Maceió, Alagoas, com organização da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

TÓPICOS DE INTERESSE
Os tópicos de interesse da conferência incluem (mas sem, no entanto, se limitar a eles):
- Processos de Software, métodos e ferramentas
- Alta Maturidade e Controle Estatístico de Processo
- Aquisição de Produtos de Software
- Aquisição de Serviços de TI
- Avaliação de Processo
- Avaliação de Produto
- Educação em Qualidade de Software
- Engenharia de Requisitos
- Fatores Humanos e Aspectos Sociais em Qualidade de Software
- Garantia da Qualidade de Serviços de TI
- Garantia da Qualidade de Software
- Gerência de Configuração
- Gerência de Conhecimento e Aprendizado Organizacional
- Gerência de Portfólio e de Projetos
- Gestão de Pessoas
- Linhas de Processo de Software
- Linhas de Produto de Software
- Manutenção e Evolução de Software
- Medição e Análise
- Melhoria de Processos de Serviços de TI
- Melhoria de Processos de Software
- Métodos Ágeis de Desenvolvimento de Software
- Modelagem de Processos
- Modelos e Normas de Capacidade e Maturidade
- Projeto (Design) e Integração de Software e Serviços de TI
- Qualidade de Software aplicada a Serviços de TI
- Reutilização de Software e Serviços
- Usabilidade e Experiência de Usuário
- Valor em Qualidade de Software
- Verificação, Validação e Testes

TRILHAS DE ARTIGOS
O SBQS considera duas trilhas de trabalhos: Trilha de Trabalhos Técnicos e Trilha de Relatos de Experiência.

Para a Trilha de Trabalhos Técnicos, o evento encoraja a submissão de trabalhos de alta qualidade técnica descrevendo resultados originais e ainda não publicados relacionados à Qualidade de Software. Esperam-se artigos descrevendo resultados pioneiros de pesquisa na área de qualidade de software com contribuição acadêmica. Os artigos podem apresentar trabalhos conceituais, empíricos, experimentais ou teóricos. O SBQS encoraja a publicação da avaliação e análise dos resultados apresentados nos artigos. Resultados obtidos por meio de técnicas experimentais, sejam estudos primários ou secundários, e análises qualitativas ou quantitativas são bem-vindos.

Para a Trilha de Relatos de Experiência, é encorajada a submissão de trabalhos informando experiências vivenciadas ou atividade prática, descrevendo e analisando a aplicação de processos, métodos ou ferramentas de qualidade de software, contextualizando a experiência e mostrando os resultados obtidos e lições aprendidas com contribuição para a indústria de software. O artigo deve registrar o percurso realizado pelas pessoas envolvidas na experiência, além de apresentar as bases teóricas necessárias e utilizadas para dar fundamentação ao assunto. Poderá conter fundamentação teórica, descrição das atividades realizadas, metodologia (material, método) e resultados. Encoraja-se o destaque e a discussão das lições aprendidas, sejam positivas ou negativas, além de melhores práticas que emergiram da experiência, ferramentas desenvolvidas e os processos de software envolvidos, conforme pertinente.

Os artigos submetidos ao SBQS não podem ter sido submetidos a outra conferência ou periódico, nem devem ter sido previamente publicados. O aceite de um artigo implica que, pelo menos, um dos autores se registrará no simpósio para apresentá-lo.

FORMATAÇÃO E SUBMISSÃO
Todos os artigos devem estar no formato Adobe Portable Document Format (PDF) e devem seguir o formato definido pela SBC - Sociedade Brasileira de Computação (http://www.sbc.org.br). Os artigos deverão ser submetidos eletronicamente pelo sistema JEMS e poderão ser escritos em português, espanhol ou inglês. Os artigos serão indexados por uma biblioteca internacional, por isso, recomenda-se fortemente a submissão de trabalhos em inglês.


Logo após o título do artigo, deve ser definida a trilha: Trilha de Trabalhos Técnicos ou Trilha de Relatos de Experiência. O nome e a filiação dos(as) autores(as) deve vir a seguir. Artigos em Português ou Espanhol devem obrigatoriamente conter um abstract em inglês.

Os artigos de ambas as trilhas devem ter entre 12 e 15 páginas, incluindo todas as figuras, referências bibliográficas, apêndices e agradecimentos.

Artigos que não atenderem a algum desses requisitos de formatação serão rejeitados sem revisão. Para os artigos aceitos, uma versão final no formato MS Word (.doc ou .docx) deverá ser submetida.

PREMIAÇÃO
Todos os anos, o SBQS premia o melhor artigo em cada trilha (Trabalhos Técnicos e Relatos de Experiência). O Comitê Diretivo do SBQS escolherá os artigos vencedores a partir das revisões do Comitê de Programa.

DATAS IMPORTANTES
Trilha de Artigos Técnicos e de Relatos de Experiência
Registro do artigo (submissão do resumo): 20/06/2016
Registro do artigo completo (FIRME): 04/07/2016
Rebuttal: 29/07 a 03/08/2016
Notificação de aceite: 15/08/2016
Versão final do artigo: 22/08/2016

ORGANIZAÇÃO
Coordenadores do Comitê de Programa
Gleison Santos, UNIRIO (Trilha de Trabalhos Técnicos)
Heitor Costa, UFLA (Trilha de Relatos de Experiência)

Coordenador Geral do SBQS 2016
Reinaldo Cabral da Silva Filho, UFAL

Comitê Diretivo
Adriano Bessa Albuquerque, UNIFOR
Ana Regina Cavalcanti da Rocha, COPPE/UFRJ
Gleison Santos, UNIRIO
Marcello Thiry, UNIVALI
Monalessa Perini Barcellos, UFES
Sheila Reinehr, PUC-PR
Tayana Conte, UFAM

A Ordem e o Progresso do nosso Brasil

13 de Junho de 2016 às 10:47
Assessoria Assespro AL
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Entidades se reuniram com presidente interino

 A ABES (Associação das Empresas Brasileiras de Software), a Assespro (Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação) e a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) participaram, nesta quarta-feira, 08 de junho, de um encontro com o presidente interino da República, Michel Temer, juntamente, com seus Ministros e representantes de diversos setores para debater o atual momento político e econômico do Brasil. O encontro foi liderado pela FIESP, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Leia o manifesto completo:

"Evidenciar palavras eloquentes, fortes e norteadoras, lema da nossa bandeira nacional, faz-nos refletir sobre como a iniciativa privada e particularmente a tecnologia da informação e comunicação (TIC), representada pelos que subscrevem este manifesto, podem ter um papel marcante frente as oportunidades e desafios da sociedade na era da informação para o País.

Costumeiramente o setor se posiciona como um dos poucos que crescem tanto nos ciclos de ventos favoráveis quanto nas crises de retração econômica. Por motivos distintos, mas sempre tendo como eixo principal o uso da tecnologia como instrumento para melhores processos, redução de custos e fator de aumento da produtividade, eficiência operacional e competitividade. O futuro, que no presente já se materializa, requer um entendimento do potencial da tecnologia da informação e comunicação como: fonte geradora de postos de trabalhos qualificados e por consequência bem remunerados; potencial exportador de serviços e de alto valor agregado; indutor natural de pesquisa, desenvolvimento e inovação; e fator de atração de investimentos perenes.

Somos o 7º mercado consumidor de hardware, software e serviços no ranking global. A manutenção de destacada posição impõe uma constante busca de crescimento na formação de capital humano, aprimoramento da formação técnica e acadêmica, aumento de investimentos e aperfeiçoamento do ambiente de negócios para nos tornarmos um país líder em tecnologias de ponta. É através de políticas públicas de longo prazo que outros países superaram baixos estágios de desenvolvimento, gerando valor agregado riquezas. O nosso povo tem enorme vocação e competências diferenciadas para produção de tecnologias da informação e comunicação, e não devemos negligenciar as oportunidades que se descortinam com as novas tendências, dentre as quais destacam-se, a transformação digital, a mineração de informação a partir de grandes massas de dados (Big Data), a Internet das Coisas e a Segurança da Informação.

Somos conscientes das dificuldades do atual momento da gestão pública e da necessidade de adotar medidas de ajustes fiscais e de gestão. Todavia há uma agenda de futuro, a tecnológica, que é a base da sociedade sonhada por nós e que deve ser priorizada sob pena de indesejável retrocesso!

Sem embargo de outras e mais aprofundadas considerações, enumeramos algumas iniciativas curto prazo altamente necessárias:

- Eleger tecnologia da informação e comunicação como prioridade nacional, criando fóruns para amplo debate sobre políticas públicas e esferas de execução.
- Aperfeiçoar a CLT para contemplar as realidades e expectativas dos profissionais da era do conhecimento.
- Aprovar uma lei de terceirização que não faça distinção entre atividade-fim e atividade-meio, garanta responsabilidade subsidiária ao contratante que cumprir com o dever de fiscalização e que não inviabilize a contratação por excesso de garantias e retenções.
- Corrigir as assimetrias do ajuste da contribuição previdenciária patronal, introduzidas pela
Lei 13.161/2015, principalmente a alteração que tornou opcional o recolhimento sobre a
receita bruta. O setor de TIC, que correspondeu plenamente às expectativas da Lei
12.546/2011, com vigorosa geração de empregos e renda, se vê agora ante o risco da
escalada a informalidade.
- Reestabelecer reduções tributárias sobre equipamentos voltadas à Inclusão Digital como
forma de garantir o acesso dos cidadãos de menor renda ao futuro digital em uma nova
realidade sempre conectada.
- Manter dos incentivos da Lei do Bem, de forma de não descontinuar e desorganizar a
rede de pesquisa, desenvolvimento e inovação instituída com muito esforço.
- Encaminhar a unificação do PIS/Cofins garantido o a manutenção da carga tributária para
o setor de software e serviços de TI.
- Desenvolver políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento local de produtos e
soluções de Internet das Coisas, nas áreas nas quais o Brasil tiver possibilidade de escala
global, ou de facilitação da adoção, nas demais áreas, possibilitando ao País se beneficiar
ao máximo dos significativos avanços de competitividade, produtividade e bem-estar da
sociedade.
- Fomentar a expansão da infraestrutura de acesso à banda larga.
- Incrementar uma política de atração de investimentos para datacenters.
- Repensar a educação no Brasil sob a ótica das novas gerações, que já são digitalmente
nativas, de modo a aumentar o gosto pelos estudos, maximizar o aprendizado e melhor
prepará-las para um mercado de trabalho crescentemente competitivo e sem fronteiras.
- Regulamentar o Código de Ciência, Tecnologia e Inovação, dinamizando desta forma o
ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e inovação já estabelecido no País.
- Fomentar o poder de compra do Estado como indutor da produção nacional e promotor
de marcas e tecnologias nacionais.
- Incrementar as ZPEs, Zonas de Processamento de Exportações, para serviços com a
aprovação dos projetos em tramitação no Senado.

Diante do exposto, com medidas assertivas, pontuais e adequadas o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação acredita que os resultados do Progresso aparecerão em um curto espaço de tempo."

 

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Michel Temer participou de reunião com setor produtivo de tecnologia

 Sobre a ABES

A ABES, Associação Brasileira das Empresas de Software, é a mais representativa entidade do setor com cerca de 1.600 empresas associadas ou conveniadas, distribuídas em 23 Estados brasileiros e no Distrito Federal, responsáveis pela geração de mais de 120 mil empregos diretos e um faturamento anual da ordem de US$ 20 bilhões por ano. 

As empresas associadas à ABES representam 86% do faturamento do segmento de desenvolvimento e comercialização de software no Brasil e 33% do faturamento total do setor de TI, equivalente em 2015 a US$ 60 bilhões de vendas de software, serviços de TI e hardware.                                  

Desde sua fundação, em 9 de setembro de 1986, a entidade exerce a missão de representação setorial nas áreas legislativa e tributária, na proposição e orientação de políticas voltadas ao fortalecimento da cadeia de valor da Indústria Brasileira de Software e Serviços – IBSS, na defesa da propriedade intelectual e combate à pirataria de softwares nacionais ou internacionais e no apoio às iniciativas de fomento à pesquisa, desenvolvimento, inovação e ao desenvolvimento do software nacional.

Sobre a Assespro Nacional

A ASSESPRO Nacional é a Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, entidade formal, devidamente registrada junto às autoridades competentes, com sede na capital federal, que congrega as associações regionais e nacionais num formato de federação, portanto, é a união dos interesses estaduais. Além de representar as empresas em nível nacional e internacional, a ASSESPRO Nacional é o espaço no qual ocorre a harmonização das atividades e a disseminação das melhores práticas entre as associações. 

Sobre a Brasscom

A Brasscom, Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, exerce papel de articulação entre os setores público e privado nas esferas federal, estadual e municipal, discutindo temas estratégicos, como relações laborais, tributação, internacionalização, educação e governo digital, entre outros.

Representando 41 empresas e 13 instituições, a Brasscom promove o setor de TIC de forma propositiva, propagando novas tendências e inovações, a exemplo de Internet das Coisas, Mobilidade, Segurança e Privacidade. Atua para intensificar as relações com o mercado de forma a contribuir para o aumento da competitividade do setor, incentivando a transformação digital do Brasil.

Encurtando distâncias entre a comunicação de surdos e ouvintes

27 de Maio de 2016 às 14:04
Assessoria Assespro AL
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Hand Talk quebra barreiras comunicativas entre surdos e ouvintes

 Cerca de 70% dos surdos tem dificuldade em ler e escrever a língua escrita de seu país. Foi pensando nesse problema que Ronaldo Tenório conseguiu uma solução para melhorar a qualidade de vida dos deficientes auditivos. Ele se junto com Carlos Wanderlan e Thadeu Luz para dar vida à um projeto social internacionalmente reconhecido. Em entrevista, Ronaldo conta desde quando a ideia surgiu e o caminho percorrido até agora. Impactar surdos e pessoas próximas e resolver um problema global: esses são os motivos que fazem Ronaldo, Carlos e Thadeu buscarem sempre aprimorar para mudar a vida de cada vez mais pessoas.

Publicitário, o CEO da Hand Talk teve duas empresas antes do seu negócio social surgir. Ele conta um pouco sobre o processo. “Eram três coisas que percebi que somaram para a Hand Talk nascer. Sempre tive paixão por tecnologia, sempre fui um cara ligado a comunicação e queria unir essas duas coisas para poder fazer o bem ao próximo. Sempre tive esse pensamento de deixar um legado, fazer algo bacana, mas não tinha encontrado o melhor caminho para fazer isso acontecer”.

Ronaldo fala do “time” que surgiu e do período pós crescimento. “Começamos nós três. Eu sou publicitário, Thadeu é arquiteto especializado em 3D e o Carlos é desenvolvedor. Então começou quando eu tive a ideia em 2008, Carlos me ligou e começou a desenvolver, e a gente precisava de alguém especialista em 3D, Tadeu virou nosso sócio. E aí nós três com três competências complementares. Depois que recebemos o primeiro investimento, percebemos que precisávamos contratar pessoas. Hoje somos 15, mas indiretamente somos quase 20. A empresa foi crescendo”.

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Hugo é o carismático personagem que traduz automaticamente para Libras

 Como o mundo da tecnologia é muito dinâmico, Ronaldo fala que a ideia inicial nunca envolveu smartphone. “O iPhone foi lançado alguns meses depois de eu ter ideia da Hand Talk. Era uma ideia para PC, não para aplicativo. Era algo que pudesse traduzir para língua de sinais através de um hardware, um computadorzinho”.

O idealizador da solução fala um pouco sobre o processo da ideia. “Hand Talk vem na contramão dos negócios sociais. A maioria é um caso em casa e ele resolve transformar aquele problema em solução para o negócio que ele cria. No meu caso não, tive a sensibilidade de perceber esse problema de comunicação entre surdos e ouvintes. Então, em um trabalho acadêmico, uma ideia maluca, comecei a pesquisar sobre pessoas com deficiência”.

A falta de acessibilidade dos surdos é um problema que segundo Ronaldo afeta não apenas os deficientes, mas todos ao seu redor. “É um grande problema que pouca gente sabe. 70% deles tem dificuldade de leitura. Os caras vivem como se fossem estrangeiros vivendo em seu próprio país. A gente começou a perceber que a Hand Talk estava sendo usada tanto para comunicação dentro de casa quanto para pessoas aprenderem libras. O principal problema que o surdo enfrenta hoje é dentro da própria casa, porque ele não consegue se comunicar com o próprio pai, por exemplo”.

Ronaldo fala que se emociona lendo os depoimentos de pessoas que são impactadas pela tecnologia idealizada por ele e seus sócios. “Tem um caso muito bacana de uma moça com um filho surdo de 30 anos. Ela assistiu um programa de TV, uma matéria nossa, e ela correu para baixar o app. Depois que baixou o app, ela correu para casa para se comunicar com seu filho, e com o Hugo da Hand Talk ela fez uma declaração para o seu filho e eles começaram a chorar. Ela disse que pela primeira vez em 30 anos, foi a primeira vez que sentiu que ele compreendeu completamente o que ela queria falar. É um impacto muito bacana na vida dessas pessoas que passam a ter não apenas um tradutor, mas um acesso a mais pessoas a melhorar esse relacionamento, e é dessa forma que a gente vem impactando no brasil”.

Ele fala que fazer a comunicação entre surdos e ouvintes mais fácil sempre foi o objetivo. “Hoje são quase dez milhões de pessoas com deficiência. A maioria são de baixa renda. A maioria não tem smartphone. Mas se a gente não chega a todos os surdos, a gente chega a pessoas ligadas a ele, e impacta ele também. Nosso desafio é esse, que a barreira de comunicação entre surdos e ouvintes seja quebrada, e para isso estamos lançando várias soluções, buscando cada vez mais impacto”. Ele fala que as empresas ganham muito se tornando acessíveis para uma grande parcela da população. “Tem 10 milhões de pessoas que não estão se relacionando com a empresa. E quando elas (as empresas) percebem a oportunidade de mercado, além de levar uma ferramenta inovadora para gerar mídia espontânea, retorno de branding, ela também sabe que tem um público que pode se comunicar, então isso direta e indiretamente gera retorno financeiro para elas. Cabe também a essas empresas divulgarem e chegarem a esse público”.

O aplicativo, inclusive, ultrapassou a barreira do milhão nos downloads. “No tradutor de sites tem cerca de 3.500 assinantes. Mas o impacto que a gente estima hoje atinge mais de 5 milhões de pessoas. Não são só os usuários, mas sim todas as pessoas que estão trabalhando nessa linha de comunicação com a utilização do app”, diz Ronaldo feliz pelos resultados atingidos até hoje.

Quais são os produtos da Hand Talk afinal? “A gente tem o app que é gratuito e está disponível na Apple Store e no Google Play. O aplicativo é um tradutor de bolso, você pode digitar algum texto, falar algum texto, ou até fotografar uma imagem impressa, o app reconhece e o Hugo traduz isso imediatamente. É útil para os surdos ou para um ouvinte que quer aprender sinais e ele vai aprendendo para poder se comunicar com algum amigo ou parente surdo”.

Reprodução/YouTube Zoom
Carlos Wanderlan, Ronaldo Tenório e Thadeu Luz são os homens por trás do sucesso da Hand Talk

 Mas se é gratuito, como os sócios ganham dinheiro? Ronaldo explica que existem outras formas de ganhos monetários. “A gente tem outras soluções para empresas onde fornecemos serviço tornando os canais de comunicação acessíveis em libras com o Hugo também. A gente tem uma ferramenta que é o tradutor de sites. A gente criou um botãozinho que a pessoa coloca em seu site que o Hugo traduz automaticamente. O surdo deixa de ser o último a saber, pois ele sempre depende de alguém que traduza para ele, e o Hugo faz isso em tempo real. Aí a gente cobra uma assinatura das empresas. Como elas por lei são obrigadas também a fornecer acessibilidade, elas contratam o serviço e sai todo mundo ganhando”, explica o CEO que tem na carteira de clientes museus, prefeituras e até o Comitê Olímpico. Ronaldo fala da dinâmica de tratar com cada empresa. “Hoje a gente tem dois grupos de clientes: o grupo de pequenas empresas que atendemos basicamente pelo site, e tem o grupo das médias e grandes empresas que a gente atende diretamente via hangout, Skype, ou até presencialmente, porque são negociações que demoram mais pelo porte das empresas”.

Perguntado sobre as dificuldades no empreendimento social, Ronaldo fala que em uma startup tudo é mais intenso. “A linha entre sucesso e fracasso na startup é muito tênue. Viver isso não é fácil. Já é difícil empreender, empreender socialmente é mais complexo. O negócio é ser rápido, errar rápido para consertar rápido. Ser inovador torna o caminho mais difícil de ser trilhado, pois não há quem seguir, você que precisa ser o guia para quem vem atrás”.

No começo então, a dificuldade era muito maior, mas como a ideia era boa, logo foi ganhando projeção. “Na verdade, a gente nem sabia o que era startup direito, estava começando a se falar startup aqui no brasil em 2012. Há 4 anos atrás ainda era pouco difundido. A gente se inscreveu e na primeira apresentação em público e ganhamos o prêmio como melhor startup do estado, e o prêmio era investimento. Aquilo foi o pontapé que a gente precisava para iniciar o projeto, porque até então era um projeto, um protótipo. Criamos um protótipo com apenas 10 frases. E então veio um prêmio atrás do outro”. Dentre os mais de 15 prêmios nacionais e internacionais, estão o Rio Info, o World Summit Award da ONU, Qualcomm Ventures, Empreendedor Social de Futuro da Folha de S. Paulo, entre outros.

O reconhecimento veio e programas e empresas convidaram a Hand Talk para parcerias. Ronaldo fala da importância do apoio que recebe dessas empresas para trilhar o caminho mais rápido. Entre esses parceiros estão o Google, a Apple, a Intel, o Sebrae, Assespro-AL, APL de TI, entre outros. “Se não tivéssemos essa quantidade de parceiros, sem muitos deles talvez traçaríamos o mesmo caminho, mas demoraria o dobro do tempo talvez”.

Buscando impactar o máximo de pessoas possíveis, a Hand Talk pensa em internacionalizar a marca e empreender fora das terras brasileiras também. Mas para isso, precisam se adequar. “A Libras é a Língua Brasileira de Sinais, nos estados unidos é a American Sign Language (ASL). Cada país tem a sua, então estamos desenvolvendo a língua americana de sinais para entrar no mercado americano para causar o mesmo impacto que causamos aqui lá fora”. O Brasil, segundo Ronaldo, é um ótimo país para o empreendedorismo social. “Apesar dos todos os problemas do brasil, aqui continua sendo um excelente país para empreender socialmente, porque problemas sociais não faltam aqui”, diz um dos três sócios.

Mas nem sempre as pessoas estão cientes desses problemas. Ronaldo conta que teve que mostrar tais problemas para o mercado e apresentar sua solução. “É muito difícil, porque a gente está criando um novo mercado. As empresas não estão acostumadas a comprar, por nem saber que existe o problema. Então a gente foi meio que ‘evangelizando’ o mercado, rodei o brasil todo em eventos e empresas para poder explicar esse problema e que tínhamos a solução para o problema. O mercado começou a amadurecer mais”.

Com o mercado amadurecendo, Ronaldo fala sobre a concorrência e como ela é saudável. “É bom ter concorrência porque você não se acomoda. Se nadar sozinho no mercado, você não rema com a mesma velocidade se estivesse com um concorrente ao lado. Gerir uma empresa é como dirigir um carro. Tem a estrada que você sempre tem que estar visando. Não pode acelerar demais nem frear demais. E o concorrente está sempre no retrovisor”.

Para melhorar e estar à frente da concorrência, a Hand Talk conta com a ajuda dos usuários das aplicações. “A gente também faz reuniões de co-criação com interpretes, familiares de surdos, para sabermos como melhorar, como o app está sendo usado. Os usuários ajudam a gente a melhorar a cada dia.
Um dos jovens mais promissores do mundo, Ronaldo Tenório exalta os empreendedores alagoanos, mas que ainda precisam de apoio. “Temos aqui alguns dos melhores profissionais de todo o país, pessoas super criativas e trabalhadoras. Aos poucos conseguimos criar um ecossistema forte e engajado, mas precisamos de mais apoio de entidades públicas e privadas para continuar fortalecendo o nosso setor”.

Ronaldo fala do que o move a ficar focado na empresa e continuar impactando vidas. “Minha principal motivação tem sido o resultado que a gente está conseguindo. A gente tem esse pensamento de causar cada vez mais impacto. Isso é o que nos move. Saber que estamos deixando um legado para a história”.

Visite o site da Hand Talk: http://www.handtalk.me/

  

Fapeal convida Assespro e diversos parceiros para discutir políticas públicas de CT&I em Alagoas

24 de Maio de 2016 às 07:12
Assessoria Assespro AL
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Zoom
Entidades discutiram políticas públicas de fomento a CT&I

 Na manha da segunda-feira (23) a Assespro-AL esteve presente com o Presidente da Fapeal, Fabio Guedes, o Secretário de CT&I, Pablo Viana, o Diretor Técnico do Sebrae, Ronaldo Moraes e técnicos da Desenvolve.

O encontro teve como objetivo conhecer os projetos, programas e políticas públicas que a Fundação está executando ou irá lançar para fortalecer a Política de CT&I de Alagoas. Além do lançamento de editais voltados para pesquisa e desenvolvimento junto as universidades no aperfeiçoamento do capital intelectual, também serão lançados editais de fomento ao empreendedorismo inovador e maior integração entre governo, academia e setor produtivo de tecnologia e informação.

A Fundação apresentou a metodologia de um programa intitulado "Sinapse de Inovação". A proposta é trazer esse modelo exitoso de Santa Catarina e implantar em Alagoas. O programa irá apoiar 50 projetos/startups inovadoras de diversas áreas com recursos não reembolsáveis, consultorias, capacitações e apoio no lançamento do produto ao mercado.

A Assespro se posicionou totalmente favorável a proposta por entender que tais ações contribuirão para o fortalecimento da cultura empreendedora, da transferencia de tecnologia e para a integração das políticas de CTI de Alagoas.

Resultados da reunião do Setor de TI e panorama do diálogo com governo de Alagoas

20 de Maio de 2016 às 15:49
Assessoria Assespro AL
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 Na última quinta-feira (19) foram reunidos empresários, gestores de tecnologia da informação, e representantes do movimento alagoano Sururu Valley na sede da Assespro-AL no Jaraguá junto com diretores da Associação.

O encontro liderado pela Assespro-AL teve como pauta a retrospectiva dos modelos de gestão do Cais Tecnológico já construídos desde 2011 e que contaram com a participação dos diversos setores (governo, academia e setor produtivo); apresentação do diálogo com Governo de Alagoas (Sedetur) sobre a exclusão da figura do Gestor à frente da mobilização e dinamismo do Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação de Maceió (APL de TI); participação do Setor produtivo representando o Setor de Tecnologia da Informação no Conselho de Ciência, Tecnologia e Inovação de Alagoas (Conselho de CT&I) e abertura de espaço para exposição dos fatos que vêm acontecendo em relação a InfoVia de Alagoas. Um consórcio liderado pela Empresa Alagoana Aloo Telecom.

Diante da pauta acima exposta, representantes da Associação fizeram uma retrospectiva dos modelos de gestão já construídos pela gestão anterior da Secti, sendo 21 e 22 de Julho de 2011 com a participação de representantes da UFAL, UNCISAL, Estácio FAL, Cesmac, Fits, FAT, IFAL, Incubadora IET, ITEC, FINEP, CNPq, Desenvolve/AFAL, Assespro, APL de TI de Maceió, Laboratório LCCV, Microsoft, Serveal, Sebrae-AL, Senac-AL, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Bradesco, FIEA, SENAI, IEL, SECTI, Ministério de CT&I e a FAPEAL. A partir das oficinas ministradas pela Empresa MDL Brasil foram construídos os seguintes documentos: 1) Estratégias de Implementação, 2) Modelo de Governança, 3) Custos Iniciais de Implementação e 4) Projeto para Captação de Recursos.

Em julho de 2012 os consultores e juristas do Rio Grande do Sul, Olávio Motta e Itamar Freitas, a partir de estudos realizados e entrevistas com atores e gestores locais, construíram o segundo modelo de gestão do Cais Tecnológico, entregando os documentos gerados a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Modelo este que tinha como base a estruturação da Fundação Parque Tecnológico Social de Alagoas e que o Cais Tecnológico faria parte desta Fundação em conjunto com mais dois Polos, um sediado em Arapiraca e o outro em Batalha.

Após estes dois modelos já construídos e propostos pela antiga gestão da Secti, o Setor Produtivo de Tecnologia da Informação em conjunto com juristas locais, Universidade Federal de Alagoas, membros do APL de TI de Maceió e representantes do Sururu Valley construíram um terceiro modelo considerado mais adequado e que tem maior autonomia e dinamismo. Este modelo leva em consideração a construção de um conselho com autonomia e pouca (ou quase nenhuma) interferência política. Tal documento foi construído baseado em outros Polos e Parques Tecnológicos considerados modelos no país.

Diante disto, ao apresentar a proposta de que o governo irá direcionar energia, recursos e principalmente tempo, para construção do quarto modelo de gestão, o Setor na reunião reagiu de forma negativa, pois o modelo apresentado pela Associação e entregue a Secretaria de Ciência e Tecnologia é considerado o mais adequado para a realidade alagoana e dinamismo local.

“Não temos mais tempo para rediscutir e construir pela quarta vez um novo modelo de gestão, pois o Cais Tecnológico irá abrir as portas e não teremos a instituição formalizada”, afirmaram alguns empresários presentes.

Quando levantada a questão da transferência da sede da Secti para o prédio do Cais Tecnológico, o setor não aprovou a ideia por achar que a burocracia governamental não se encaixa no dinamismo proposto do complexo de tecnologia. Porém, o grupo não se opôs a reservar pontos para órgãos governamentais, incluindo a Secti, com o intuito de aproximar iniciativa privada e pública.

No que tange ao APL de TI, a Assespro-AL informou a saída da figura do gestor do APL de TI e da nova formatação que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo e a Secretaria de Ciência e Tecnologia estão trabalhando para propor. No entanto, os empresários presentes reafirmaram a necessidade de um agente mobilizador no setor produtivo, caracterizada pela figura do Gestor. Ações articuladas e desenvolvidas pelo Gestor em parcerias com as entidades locais são fundamentais e estratégicas para o fortalecimento das empresas inseridas no Arranjo.

Tão importante quanto aos itens acima mencionados foi também a reivindicação da participação do Setor Produtivo no Conselho de Ciência e Tecnologia do Estado de Alagoas. O grupo acredita que não faz sentido o setor ficar de fora no Conselho, tendo em vista que os projetos tidos como estruturantes do Setor surgiram dos anseios dos empresários do mesmo segmento.

E por último, mas não menos importante, foi concedido um espaço para o CEO da Empresa líder do Consócio Aloo Telecom narrar os fatos que vêm acontecendo na execução do Contrato da InfoVia. Contrato este que foi firmado através de licitação entre o Instituto de Tecnologia em Informática e Informação de Alagoas (ITEC) e o Consórcio já mencionado. A Aloo Telecom tem tido dificuldades para receber o pagamento do ITEC, inclusive. Em breve mais informações sobre o ocorrido em um post específico.